Blog da Fê para Você

Por Fernanda Oliveira

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Quarta-feira, 26 de março de 2025

Artigo

COMO LIDAR COM A FRUSTRAÇÃO DE NÃO TER A MÃE QUE EU GOSTARIA DE TER TIDO?


Essa dor é mais comum do que parece — e, sim, ela pode ser silenciosa e muito solitária.

Muitas pessoas carregam expectativas em relação à mãe: que ela fosse mais amorosa, mais paciente, mais presente, ou simplesmente mais parecida com aquelas figuras que idealizamos.

Mas viver esperando que a sua mãe seja alguém que ela nunca foi, ou talvez nunca consiga ser, pode te aprisionar em ciclos de frustração, mágoa e ressentimento.

É importante entender: muitas mães são frutos de histórias difíceis.
Histórias de traumas não tratados, de abandono, de repressão.
Talvez sua mãe seja fria, crítica, amarga ou infantil. Isso pode machucar — e é válido reconhecer essa dor.

Mas também é importante perceber que esse comportamento diz mais sobre a história dela do que sobre o seu valor como filha (ou filho).

Aceitar não é concordar.
Aceitar é se libertar da ilusão de que você precisa arrancar dela o que ela nunca pôde te dar.

E aceitar, na prática, pode significar:

  • Parar de repetir conversas que sempre viram briga.

  • Deixar de esperar aquele gesto afetuoso.

  • Reconhecer que sua mãe não pode mudar… e proteger seu coração dessa expectativa.

Você pode quebrar ciclos. Mas os ciclos se quebram em você, não nela.
E quando você muda, isso também pode abrir espaço para que ela mude — se for possível.

No fim, o mais importante é isso:

Fernanda Oliveira


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